Sexta-feira, Abril 4, 2025
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Transplante renal com dador vivo em ascensão: 12% dos casos em 2024

No âmbito do “Dia Mundial do Rim”, foram divulgados dados que destacam o número recorde de 77 dadores vivos de rim em 2017. Este sucesso deve-se ao trabalho de sensibilização feito pelos profissionais de saúde e à implementação de técnicas médicas avançadas, que permitem transplantes antes impossíveis, segundo a Coordenação Nacional de Transplantação.

Portugal é o 6.º país com maior taxa de transplante renal, com 53,6 transplantes por milhão de habitantes, de acordo com dados de 2023 do Conselho da Europa. Desde o primeiro transplante renal com dador vivo, realizado em 1969 pelo Professor Linhares Furtado, já foram transplantados mais de 1.230 doentes renais no país. O transplante renal destaca-se não só pelo número de casos, mas também pela possibilidade de doação em vida.

Atualmente, existem sete unidades de Transplantação Renal em Portugal, seis das quais têm programas de doação com dador vivo. O Programa Nacional e Internacional de Doação Renal Cruzada permite que pares de dador e recetor, sem compatibilidade imunológica direta, possam realizar o transplante.

Para assinalar a data, a Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou o documento “Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Doença Renal Crónica”, que visa reforçar a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença renal crónica. O objetivo é, até 2025, reduzir as induções não planeadas de diálise para menos de 30%, aumentar para 20% os doentes a iniciar terapias domiciliárias e incrementar em 5% ao ano o número de transplantes renais.

O documento pretende ainda garantir que mais de 80% das cirurgias de acesso vascular sejam realizadas dentro dos prazos estabelecidos, contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos doentes.

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