Sábado, Abril 5, 2025
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Inteligência Artificial Impacta 29% dos Empregos em Portugal: O Que Esperar?

O estudo “Automação e inteligência artificial no mercado de trabalho português: desafios e oportunidades” analisou 120 profissões em Portugal, classificando-as de acordo com a sua exposição às mudanças tecnológicas, como a inteligência artificial (IA) e a automação. O objetivo foi avaliar os potenciais efeitos destrutivos e transformativos destas tecnologias.

Principais Conclusões:

  1. Profissões em Ascensão: Representam 22,5% do emprego em Portugal e são as que mais podem beneficiar da digitalização e da IA.
  2. Terreno das Máquinas: 12,9% das profissões podem usufruir de ganhos de produtividade com a IA.
  3. Terreno dos Humanos: 35,7% dos trabalhadores estão em profissões pouco expostas à automação, mas também com baixo potencial de transformação.
  4. Profissões de Colapso: 28,8% dos trabalhadores estão em profissões com "sérios riscos" de desaparecer devido à disrupção tecnológica. Este grupo inclui profissões como "outros trabalhadores relacionados com vendas" (5,3% do emprego), "outras profissões elementares" (3,1%) e "empregados de mesa e bar" (2,5%).

Desafios:

  • Desigualdades: Os trabalhadores em "profissões de colapso" têm, em média, rendimentos mais baixos e menos qualificações. Apenas 5,4% têm ensino superior, comparado com 63,4% nas "profissões em ascensão".
  • Vulnerabilidade: Estes trabalhadores estão mais expostos ao desemprego ou ao emprego precário, exigindo "soluções urgentes" para a restruturação ou desaparecimento dos seus empregos.

Recomendações:

  1. Requalificação: Priorizar programas de requalificação para trabalhadores em "profissões de colapso".
  2. Proteção Social: Reforçar os mecanismos de proteção social para mitigar o impacto no sistema de Segurança Social.
  3. Educação: Atualizar os currículos escolares e académicos para incluir literacia digital, ferramentas de IA e competências analíticas.
  4. Incentivos às Empresas: Promover a adoção de tecnologias emergentes através de subsídios, benefícios fiscais e apoio técnico.

O estudo, coordenado por Rui Baptista, do Instituto Superior Técnico, alerta para a necessidade de políticas ativas que preparem o mercado de trabalho para as mudanças tecnológicas, garantindo a adaptabilidade e a proteção dos trabalhadores mais vulneráveis.

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