O Grande Colégio Universal, no Porto, lidera este ano o ranking das escolas com melhores médias nos exames nacionais do ensino secundário, segundo dados da Lusa. A análise incluiu apenas as 525 escolas que realizaram pelo menos 100 provas no verão passado. Os alunos do Colégio Universal obtiveram uma média de 16,51 valores, próxima da avaliação interna de 17,04 valores.
Entre as 10 melhores escolas, destacam-se nomes já conhecidos, como o Colégio Nossa Senhora do Rosário (2.º lugar, com 16,42 valores), o Colégio Efanor (3.º, com 16,36) e o D. Diogo de Sousa (4.º, com 15,91). A primeira escola da zona de Lisboa, o Colégio de S. Tomás, aparece em 5.º lugar.
Das 448 escolas públicas e 76 privadas analisadas, a primeira pública a surgir no ranking é a Escola Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva, em Oliveira de Azeméis, em 33.º lugar, com uma média de 13,85 valores. Este resultado representa uma melhoria face ao ano anterior, quando a primeira pública surgiu em 39.º lugar.
As 10 melhores escolas públicas incluem “repetentes” como a Escola Tomaz Pelayo (2.º lugar), a Secundária D. Filipa de Lencastre (3.º) e a Eça de Queirós (4.º). A maioria das 30 melhores públicas está localizada no norte do país.
No final da tabela, com as médias mais baixas, estão nove escolas públicas e uma privada, todas na área metropolitana de Lisboa e com médias negativas. Estas escolas tendem a receber alunos de famílias carenciadas, o que continua a influenciar o insucesso escolar. Dados do Ministério da Educação mostram que alunos sem Apoio Social Escolar (ASE) têm melhores notas do que os que beneficiam do ASE.
A Escola Secundária da Baixa da Banheira, na Moita, surge no último lugar, com uma taxa de chumbos e abandono escolar mais do dobro da média nacional. Além disso, os dados confirmam que as raparigas continuam a ter melhores desempenhos do que os rapazes.